Itzchak Rabin

1992-1995

Rabin finalizou seus estudos na escola secundária com distinção na Escola Agrícola Kaduri onde se junta ao Palmach - a força de choque de elite da organização de defesa clandestina Haganá. 

Se destacou como líder militar desde cedo, durante seus sete anos de serviço no Palmach. 

Após o desmantelamento desta força com o estabelecimento do Estado de Israel, Rabin iniciou sua carreira militar nas FDI que se prolongou por duas décadas, alcançando a categoria de general da divisão aos 32 anos. 

Em 1962 foi designado chefe do Estado Maior e promovido a tenente general. Em Janeiro de 1968, apos 26 anos de serviço, Rabin se retirou das forças de Defesa.

Foi nomeado embaixador nos Estados Unidos em 1968. Durante cinco anos em Washington lutou por consolidar as relações bilaterais na promoção da "cooperação estratégica" com os Estados Unidos.

Rabin regressou a Israel em 1973, antes da Guerra de Yom Kipur. 

Itzchak Rabín, o Primeiro Ministro nascido em Israel, manifestou um estilo de liderança franco e direto. 

Em 1975, Rabín conclui o Acordo Interino com Egito, que levou a retirada israeli do Canal de Suez. Como resultado deste acordo, se assina o primeiro Memorando de Entendimento entre o governo de Israel e os Estados Unidos.

Em julho de 1976, o governo encabeçado por Itzchak Rabín ordena a "Operação Entebbe" para resgatar os passageiros de Air France sequestrado por terroristas e conduzido à Uganda. 

Durante as seguintes duas décadas, Rabin foi membro da Knéset. Durante seis anos (1984-1990), foi ministro de Defesa em dois governos de unidade nacional, elaborando as disposições de segurança na fronteira com o Líbano que permitiram as tropas israelis se retirar a uma estreita zona de segurança. 

Em 1992, começou seu segundo período como Primeiro Ministro e ministro de Defesa, este período esteve marcado por dois acontecimentos históricos - os Acordos de Oslo com os palestinos e o Tratado de Paz com Jordânia. Trabalhando estreitamente com Shimón Peres, o ministro de Relações Exteriores e quem fora durante muito tempo seu rival, planificou e guiou as negociações sob a Declaração de Princípios firmada com a OLP na Casa Branca em setembro de 1993. Isto premia Rabín, Peres y Arafat com o Premio Nobel da Paz em 1994 e inicia as negociações com os palestinos sob a autonomia em Gaza e algumas áreas de Judea e Samaria, e sob o estabelecimento de uma Autoridade Palestina. Em outubro de 1994, se firmou um Tratado de Paz com o Reino da Jordania. 

Em 4 de novembro de 1995, ao se retirar de uma manifestação a favor da paz, Itzchak Rabín foi assassinado. Tinha 73 anos e foi sepultado no Monte Herzl em Jerusalém.