Uns e outros

Alguns, na hora em que erram, pensam: "Me equivoquei... Qual será a lição que tenho para aprender?". Já outros pensam: "Não foi minha culpa", passando a responsabilidade para outros.
 
Alguns pensam que a adversidade é a melhor forma de aprender, outros, nesse mesmo momento, se sentem vítimas da vida.
 
Alguns pensam que os resultados das coisas dependem de si próprios. Outros, quando as coisas não acontecem como querem, acreditam que tiveram má sorte.
 
Alguns têm muito a fazer, mas ordenam prioridades; outros estão sempre "muito ocupados".
 
Alguns sabem que os desafios são vencidos passo a passo. Outros se confundem e não sabem por onde começar.
 
Alguns se comprometem com a sua palavra e a respeitam. Outros, quando prometem e são cobrados, só o que fazem é justificar-se.
 
Alguns escutam, compreendem do que se trata e respondem. Outros só esperam um momento para falar. Alguns pensam: há uma forma melhor de fazer isto. Outros dizem: "esta é a forma que sempre fizemos, não há outra".
 
Alguns, quando estão com pessoas que conseguiram chegar mais longe na vida, se preocupam em perguntar e aprender algo novo. Outros só buscam defeitos.
 
Alguns sabem que seu trabalho termina quando a tarefa terminou. Outros, na hora marcada da saída.
 
Às vezes, a única diferença está no jeito como olhamos as coisas.
 
Imagina quanto poder interno é gerado quando aprendemos a mudar o olhar; e conseguimos assim escolher um olhar que nos deixe bem.
 
Quantas pessoas estão tristes, deprimidas... se soubessem que só depende delas.
 
Nem todos estão prontos para se fazer responsáveis por suas vidas, parece muito mais fácil ter algo ou alguém a quem responsabilizar.
 
Quantas vezes observamos as características que compartilhamos entre todos os seres humanos nos sentirmos encurralados em nossas emoções, sem perceber que as mesmas são um presente maravilhoso que temos, e que a cada momento podemos atrai-las para nossas vidas.
 
A partir do nosso olhar, percebemos dois tipos de emoções: as positivas e as negativas. Se quisermos saber sob que emoções estamos transitando, só temos que conseguir olhar para nós mesmos e ver como nos sentimos.
 
De que depende? Embora não consigamos acreditar às vezes, só depende da nossa capacidade de focar. De acreditamos que somos donos do olhar que emprestamos às coisas, que escolher nossos pensamentos pode nos dar muito poder, e que transitar pelas emoções positivas nos encherá de felicidade.
 
A decisão só depende de nós: sermos felizes.
 

BAR MITZVA - HUZEFF ZLOCHEVSKY

Existe idade limite para um homem fazer bar-mitzva?
Esta foi a pergunta que originou um projeto muito especial. O desejo de fazer uma comemoração significativa dos 90 anos de vida de Huzeff Zlochevsky se juntou à questão
inicial e imediatamente a resposta afirmativa pareceu fazer todo sentido.
Ao imigrar da antiga União Soviética, nos anos 1920, a família Zlochevsky acabou por se
instalar na pequena cidade de Caçapava, no estado de São Paulo.
A comunidade judaica local era inexistente, assim como as opções de ensino também.
Desta forma, o sr. José, ou Zé Russo como era conhecido, mandou seus dois filhos homens,
Marcos e Huzeff para um colégio interno, na cidade próxima, Lorena. Lá os meninos foram
apresentados às tradições cristãs, mas por mais que os padres se esforçassem, os filhos
do Zé Russo permaneciam fiéis ao judaísmo.
Os anos passaram, os meninos cresceram e Huzeff acabou se envolvendo com trabalhos
comunitários nas instituições judaicas de São Paulo. Trabalhou na Agência Judaica, criou um dicionário português-hebraico / hebraicoportuguês – com o objetivo de ajudar os brasileiros que desejavam imigrar para Israel –, coordenou um curso de hebraico para os adultos que desejavam aprender o idioma, sua esposa Genny trabalhou por mais de 30 anos numa escola judaica, enfim, por mais de 40 anos, participou de projetos da comunidade judaica paulistana. 
Como então, um homem que sempre esteve envolvido com as tradições judaicas, poderia
passar por esta vida sem ter o seu próprio bar-mitzva?
Apoiado pelo rabino Iehuda Gitelman, da Sinagoga Beth El, recebeu seu trecho da parachá do dia, que foi estudada com todo empenho.
No dia 11/3/17, aos 90 anos recémcompletados, Huzeff Zlochevsky foi chamado oficialmente para a sua leitura da torá. Seus familiares puderam vivenciar uma cerimônia extremamente emocionante e testemunhada também pelos membros da sinagoga que frequentam rotineiramente as rezas, aos sábados pela manhã.
O ponto alto, sem dúvida, foi quando seu filho Marcelo, que já teve o privilégio de abençoar seu filho Rony, na ocasião do bar-mitzva, pôde abençoar também o pai.
A lição aprendida naquela cerimônia, além da mais óbvia que se refere ao fato de todo judeu ter o direito de celebrar seu bar-mitzva, independentemente de sua idade é que o conceito de família está intimamente ligado à transmissão das tradições, base indispensável do judaismo.
A Sinagoga Beth El teve a oportunidade de sediar uma das cerimônias mais emocionantes de bar-mitzva da comunidade de São Paulo e mostrou o verdadeiro sentido de celebrar os melhores valores da religião judaica.
Há quem acredite que as coisas não acontecem por acaso, então como que por magia do destino, numa megalópolis como São Paulo, a Sinagoga Beth El se localiza extatamente na rua Caçapava, como se quisesse fechar este ciclo de maneira ainda mais significativa!

Tu Bishvat

Tu Bishvat - O Ano Novo para as Árvores

Tu Bishvat (o décimo quinto dia do mês de Shvat) - O Ano Novo para as Árvores - data dos tempos talmúdicos. É um dos quatro "anos novos" do calendário judaico - sendo Rosh Hashaná e Nissan (o primeiro mês) os dois mais proeminentes. (O primeiro de Elul é o ano novo sob o aspecto de pagar o dízimo sobre os animais). O Talmud vê Tu Bishvat como o novo ano sob o aspecto de certas leis da agricultura que estão relacionadas com pagar o dízimo. Com o passar do tempo, Tu Bishvat tornou-se uma festividade menor ao invés de apenas um evento no calendário judaico.

O que acontece exatamente nesta data para torná-la um "novo ano"?

A explicação mais comum dos rabinos é que o fruto das árvores começa a se formar. A maioria das chuvas de inverno já caíram, e a seiva das árvores já surgiu.

De qualquer modo, Tu Bishvat era visto como um precursor da primavera.

Depois do exílio dos judeus de Israel, Tu Bishvat também se tornou um dia no qual nós comemoramos a nossa conexão com Eretz Israel. Durante muito da história judaica, a única observância deste dia era a prática de comer frutas associadas com a terra de Israel. Uma tradição baseada em Deuteronômio 8:8 afirma que há cinco frutas e dois grãos associados com ela como "uma terra de trigo e cevada, de vinhas, figos e romãs, uma terra de oliveiras e mel". (O mel a que se refere este versículo é o mel das tâmaras e não de abelhas). As amêndoas também tinham um lugar proeminente nas refeições de Tu Bishvat já que acreditava-se que as amendoeiras fossem as primeiras árvores a florescerem em Israel. Apesar de que não esteja mencionado no versículo de Deuteronômio, a alfarroba era a fruta mais popular a ser usada, já que poderia sobreviver à longa viagem desde Israel para as comunidades judaicas da Europa, do norte da África, etc.

No século XX, devido ao crescimento do Sionismo e então com a fundação do Estado de Israel, a associação de Tu Bishvat com a terra de Israel ganhou ainda mais significado. Em Israel o dia é celebrado com cerimônias de plantio de árvores feitas pelas crianças das escolas. Na Diáspora, crianças e adultos doam dinheiro ao Fundo Nacional Judaico para plantar árvores em Israel.

Tu Bishvat é visto pela tradição como tendo o mesmo significado para as árvores que Rosh Hashaná tem para os seres humanos, ou seja, como um ano novo e um dia de julgamento. De acordo com esta tradição, em Tu Bishvat Deus decide quão frutífera as árvores serão no ano vindouro.

 

Uma visão cabalística

Os cabalistas levaram esta ligação entre Tu Bishvat e RoshHashaná um passo adiante. Para eles, árvores eram um símbolo de seres humanos, como está escrito: "um ser humano é como a árvore do campo" (Deut. 20:19).

De acordo com a preocupação geral deles de Tikun Olam - de reparar o mundo espiritualmente - os cabalistas viam o fato de comer uma variedade de frutas em Tu Bishvat como uma maneira de melhorar o nosso ser espiritual. Mais especificamente, eles acreditavam que comer frutas era uma maneira de expiar o pecado original - comer do fruto da Árvore do Conhecimento no Jardim do Éden.

Similarmente, árvores eram o símbolo da Árvore da Vida, que leva a bondade e a bênção divina ao mundo. Para encorajar esta corrente e para efetuar Tikun Olam, os cabalistas de Safed (século XVI) criaram um Seder de Tu Bishvat a exemplo do Seder de Pessach.
Ele envolvia beber quatro copos de vinho e comer várias frutas diferentes enquanto se recitava os versículos apropriados.

 Costumes

Costuma-se fazer comidas à base de frutas e nozes e também comida típica israelense.

Outro costume é doar 91 centavos ou dólares para tzedacá já que "a caridade impede uma sentença má". Como Tu Bishvat é o dia do julgamento para as árvores, nós doamos 91, que é o valor numérico da palavra hebraica Ilan - árvore.

Tu Bishvat deve fazer com que tenhamos consciência e sejamos agradecidos pelas árvores à nossa volta. Vá até um jardim e agradeça pelas árvores que dão oxigênio e sombra.

Um bom costume é plantar algo para o Novo Ano das Árvores.

Chag Sameach!!!!

 

Um tal de centro

Um adolescente estava sentado no jardim com seu avô. Estou recebendo excelentes notas e meus professores dizem que terei um grande futuro, estou muito feliz.

Uma vida feliz é como um círculo perfeito, disse o avô tomando uma pedra e uma rama de uma árvore.

O avô  coloca a pedra no chão e usando a rama como compasso, desenha um círculo perfeito com a pedra no seu centro.

Quando você tem um centro fixo, conseguira desenhar um círculo perfeito, disse o avô.

No entanto, se o centro muda constantemente, nunca conseguira desenhar um círculo.

Hoje, muitas pessoas recebem uma boa educação e fazer uma carreira de sucesso, mas não estabelece um centro espiritual em torno do qual eles podem transformar suas atividades de vida.

Especialmente nestes tempos turbulentos é necessário um tal de centro.

Quando você tem um centro, o resto vai fluir naturalmente e torna mais fácil encontrar a felicidade, porque você sabe onde olhar.

O que vou fazer agora?

“Certo dia uma pessoa que pouco acreditava em Deus andando pelo caminho, tropeçou com uma pedra e caiu num precipício”.

Ao cair se seguro numa rama e pensou: só  Deus pode me salvar agora, mas eu nunca acreditei muito nele. O que vou fazer agora?.

Então exclamou: por favor Deus, eu nunca acreditei muito em ti, se tu me salvas te prometeu que começarei a ser um fiel devoto teu.

A estas suplicas não teve retorno. Assim sendo voltou a repetir seu pedido. De repente uma voz dentre as nuvens: Tu nunca acreditaras em mi! Conheço teu tipo!

Por favor Deus! Estas enganado! De verdade vou acreditar em Ti! Implorava o homem

Não tu não o farás! E só para te salvar! É o que todos dizem na hora do aperto!  Respondeu Deus.

Tanto imploro e argumento o homem, que finalmente Deus disse: Tudo bem, acreditarei nas tuas palavras e te salvarei Solta a rama.

Soltar a rama?, exclamou o homem. Tu achas que estou loco?"

Se a esperança for a matéria prima dos perdedores, qual seria a dos ganhadores? Eu acho que é a confiança.

A palavra esperança vem da palavra esperar. Esperar tem a ver com viver mudando o que me acontece. Na esperança sou eu quem domina a situação, não sou um espectador que fica assistindo o espetáculo. Na esperança, não posso fazer as coisas acontecer, do desejo elas.

Na confiança está o prefixo “com” eu sou parte de. Sou eu e a minha disponibilidade de escolher e de fazer. A palavra confiança tem a ver com a fé, em dar respostas nas distintas situações. Eu sou o protagonista.

Entremos no palco da vida e sejamos o protagonistas de nossas vidas. Aproveitemos a energia desta época do ano que se inicia, para sonhar e apostar a que cada um pode realizar o que deseja se podemos e tomamos o tempo para planificar e nos projetar.

O que você esta fazendo?

Três pedreiros estavam trabalhando, quando um homem que passava pelo lugar se aproximou e perguntou a um de eles: O que você esta fazendo?

O pedreiro respondeu: será que não da para enxergar? Estou juntando os tijolos!!! O homem repetiu a mesma pergunta para o segundo pedreiro. A resposta não se fez esperar: Construindo uma parede!!! O terceiro pedreiro também respondeu a mesma pergunta com um sorriso e com orgulho: Estou construindo o novo hospital de crianças da cidade.

Vejamos. Nesta historia a tarefa é a mesma, o que muda é o modo que cada um vê seu trabalho.

A importância e utilidade , cada visão faz com que se mudem os níveis de motivação e comprometimento com o trabalho.

É fatível então que, enquanto cresce a consciência da responsabilidade, cresça proporcionalmente a motivação e o comprometimento. A motivação passa por fazer a tarefa cotidiana mais interessante.

O que faz a diferença então?

Acho eu o sentido que encontramos no que fazemos. A ausência de sentido é um dos grandes temas de nosso tempo.

Então o que faz que alguma coisa tenha sentido?

No meu dia a dia encontro grande doses de sofrimento justamente por causa da falta de sentido, e muitas vezes esse sofrimento vai andando em piloto automático desde o ressentimento a resignação.

Fomos educados e formados para um mundo que deixou de existir. Preparamo-nos em QUE FAZER e não em PARA QUE FAZER. Vivemos numa cultura que prioriza a ação e a efetividade.

Acho que confundimos o sentido da vida, como se a vida tem algo a nos dar, e o sentido não tem a ver com receber e sim com dar e agradecer a vida por esta possibilidade.

GUIA DE CHANUKÁ

Fazendo historia

No século IV AC, Alexandre o Magno, com seu exército grego conquistou o Oriente Próximo, anexando a Judea aos seus domínios. Com sua morte, em 323 AC, o império se desmembrou, ficando a Terra de Israel sob o controle da dinastia selêucida, proveniente da Síria.No princípio a nova ordem não causou maiores dificuldades. Apesar de cobrarem impostos e pedirem lealdade ao governo, permitiam uma certa autonomia religiosa e cultural. Mas, apesar da falta de coerência, ou talvez devido a ela, apareceram os primeiros problemas.

Os sírios traziam à terra de Israel a cultura grega. Uma cultura pagã que enfatizava a estética em detrimento da ética; a beleza e a força física no lugar dos valores espirituais e morais. A helenização propunha uma forma de vida incompatível com a vida judaica. Mas dissemos que não havia coerência: sírios helenizados e judeus deviam conviver e alguns judeus, sobretudo os da classe alta, começaram a sentir- se atraídos pela cultura estrangeira, a pesar de uma grande maioria permanecer fiel a seu judaísmo. Como começava a assimilação.

Por volta do ano 169 AC, o rei Antiocus IV decidiu acelerar a helenização do semi- autônomo estado judeu. Para isto construiu uma polis em Jerusalém. Estabeleceu o culto pagão no Templo, realizou sacrifícios de carneiros no altar, proibiu o estudo da Torá, a observância do Shabat e a circuncisão (desta época provém a leitura da Haftará: por não poder ler a parashá de Torá a cada semana, começaram a ler trechos do livro dos profetas, o que não era proibido. Este costume segue até os dias de hoje). Os judeus fies a sua fé e muitos helenistas moderados viram-se ante um dilema: helenizar-se ou resistir.

No ano de 167 AC, os gregos entraram em Modiim, um pequeno povoado perto de Ierushalaim.
Um sacerdote chamado Matitiahu, da família dos Chasmoneos, viu um judeu helenizado levar um carneiro para o sacrifico. Matitiahu apunhalou o apóstata ( judeu que abraça outra religião), matou o agente sírio e destruiu o altar pagão. Este ato marcou o inicio da revolta. Matitiahu fugiu para as montanhas com seus cinco filhos (Iehuda, Jonatan, Shimon, Eleazar e Iochanan) e a eles se uniram, pouco a pouco, outros judeus que desejavam viver de acordo com as leis da Torá.

Matitiahu, já idoso, morreu pouco tempo depois e seu filho Iehuda passou a liderar o grupo como Iehuda, o Macabeu (macabi significa martelo. Também é o acróstico de Mi Kamocha Baelim A’donai: quem é como tu, oh D-us?). Foi ele quem organizou as guerrilhas. Mas quem eram os "soldados" de Iehuda Macabi? Um punhado de camponeses desarmados, pobres e incultos. O extrato mais baixo e vulnerável da sociedade. Todos lutando contra um exército profissional e organizado.  A ação destes grupos de camponeses conseguiu polarizar mais pessoas da população e, cada vez mais, judeus piedosos e helenistas moderados optaram por unir-se a eles.

Passaram anos de sangrentas batalhas, onde a familiaridade com o terreno, a simpatia da população e, basicamente, a sensação de lutar pela vida ou a morte, foram fatores a favor dos hebreus.

Finalmente, Iehuda Macabi e seus homens entraram vitoriosos no grande Templo de Jerusalém. Destruíram o altar, os utensílios profanados e construíram outros para rededicá-los ao culto judaico. Aos 25 de Kislev do ano 165 AC, acenderam pela primeira vez em muitos anos a Menorá, o candelabro de ouro de sete braços, que simboliza a permanência eterna do povo judeu. Uma vez construído e reconsagrado o templo, os Chasmonaim festejaram durante oito dias.

O QUE É CHANUKA

Que tivemos até aqui? Uma história que não nada mais é uma série de milagres: o milagre de um grupo de camponeses lutando contra um exercito organizado, tendo como única arma a certeza de que a alternativa seria a vitória ou a destruição total. Tivemos também o milagre do triunfo de poucos contra muitos, de fracos contra poderosos, de piedosos contra ímpios. Finalmente, o último milagre, o de restabelecimento de soberania nacional judaica.

Mas a vitória militar foi efêmera. Com o tempo os netos daqueles bravos guerreiros se helenizaram e, apenas 200 anos depois, o Templo foi destruído e a nação judaica se dispersou. Além disso, os rabinos que escreveram a Guemará quiseram fixar e reforçar esta festividade. Queriam que os valores de Chanuká não se perdessem e que adquirissem uma transcendência eterna, apesar das alternativas históricas. Por isso juntaram um conteúdo mais espiritual e duradouro: o milagre do azeite.

Os rabinos do Talmud se perguntaram: Aos 25 de Kislev começam os dias de Chanuká. São oito dias nos quais é proibido afligir-se e jejuar. Quando os gregos entraram no Templo profanaram todo o azeite armazenado. Assim que os chasmoneos estabeleceram seu poder, procuraram e encontraram somente uma vasilha de azeite com o selo do Sumo Sacerdote intacto. Mas havia azeite suficiente para um só dia. Ocorreu então um milagre e este azeite durou oito dias (tempo suficiente para que pudessem fabricar azeite novo e assim manter aceso o fogo eterno da Menorá). Este é o milagre que acendemos nossas Chanukiót a cada noite, durante os oito dias de Chanuká. Mas Chanuká não termina aqui. Na realidade, apenas começa.

 Como acendemos a Chanukia:

Seqüência de acendimento das velas:

Acende-se primeiro a vela shamash (S) e, com a shamash, acendem-se as demais (cada número é uma vela na sua seqüência e posição na chanukiá).

Depois do acendimento das velas, medite no significado do dia, e em que sentido a energia disponível pode atuar na sua vida.

Estamos representando, a seguir, as 9 posições da chanukiá. Geralmente a posição da vela shamash vem em destaque (um pouco acima das demais ou atrásda composição). Colocamos aqui na extrema direita (S) como referência. Os números representam a seqüência de acendimento depois da vela shamash  e os "[]" representam os espaços que permanecerão vazios (sem velas) a cada dia.

Bênçãos de Chanucá

  • Baruch ata A’donai, Elohênu mélech haolam, asher kideshánu, bemitsvotav vetsivánu, lehadlik ner shel Chanucá.
  • Baruch ara A’donai, Elohêinu mélech haolam, sheassa nissim laavoTênu, baiamim hahem bazeman haze.
  • (apenas na 1ª noite) Baruch ata Adonai Elohêinu mélech haolam, shehecheiánu vekiiemánu vehiguiánu lazeman haze.

Dia 1 24/12:: [] [] [] [] [] [] [] 1 S – Acender so após o final de shabat (20:35hs)

Dia 2 :25/12: [] [] [] [] [] [] 1 2 S

Dia 3 :26/12: [] [] [] [] [] 1 2 3 S

Dia 4 :27/12: [] [] [] [] 1 2 3 4 S

Dia5: 28/12: [] [] [] 1 2 3 4 5 S  

Dia 6 :29/12: [] [] 1 2 3 4 5 6 S

Dia 7 :30/12: [] 1 2 3 4 5 6 7 S - Acender antes das velas de Shabat (19:36hs)

Dia 8 :31/12: 1 2 3 4 5 6 7 8 S – Acender só após o final do Shabat (20:35h)

Oração Hanerot Halálu:

Depois do acendimento das velas recita-se:

Estas velas nós acendemos por causa dos milagres, maravilhas, salvações e guerras que fizeste aos nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, pelas mãos dos Teus santos sacerdotes. Por isso estas velas são sagradas todos os oito dias de Chanucá, nem estamos nós permitidos de fazer qualquer uso delas senão o de olhá-las, a fim de que possamos dar agradecimentos a Teu Nome por Teus milagres, obras maravilhosas e salvações.

 O dreidl?

O pião ou Dreidl tem 4 caras com uma letra em cada cara:

A letra Nun , a Guimel  , a Hei  e a Shin
Estas letras formam as palavras Nes GAdol Haiá Shám, que significam: "Um grande milagre aconteceu la" (em Israel). Cada jogador poe no poço uma moeda de verdade o uma de chocolate, e se sorteia quem inicia o jogo. De acordo coma letra que sair cada jogador devera: Nun = Não leva nem poe nada, Guimel = Leva todo o poço, Hei = Se leva a metade do poço e Shin = Deve colocar uma moeda no poço.